Por um mundo não-violento.
“Quando falo de educação após Auschwitz, refiro-me a duas questões: primeiro, à educação
infantil, sobretudo na primeira infância; e, além disto, ao esclarecimento geral, que produz
um clima intelectual, cultural e social que não permite tal repetição; portanto, um clima em
que os motivos que conduziram ao horror tornem-se de algum modo conscientes.” Adorno -
Educação após Auschwitz.
Analisar e criticar o funcionamento social que: apassiva o Sujeito, limita a criatividade, reduz o ser a um consumidor, o cidadão a um eleitor atendendo a interesses econômicos que muitas vezes
lhe são ocultos, e que subtrai a qualidade da existência, bem como - revisar, à luz da Psicanálise, ideias interessantes e saídas criativas para os impasses contemporâneos, como as de Byul-Chul Han, a saber, reconectar com o ócio e o silêncio como contraponto; E a de Franco ‘Bifo’ Berardi: recuperar a possibilidade de subversão poética das palavras - , é convidar à reflexão para um mundo menos cruel. Verificar como a subjetividade têm sido prejudicada com a superexposição contemporânea ao mundo virtual,
e pensar estratégias de conscientização, e de prevenção, para as novas gerações, é tentar evitar massacres como o que aconteceu hoje em Blumenau. Luto pelas vítimas. E as vítimas somos todos nós.